Eleições na Alemanha: centro-esquerda vence por um triz contra o partido de Merkel

Atualizado: 1 de set.

Os social-democratas (SPD) reivindicaram vitória nas eleições federais, vencendo o partido atual, de Angela Merkel.

Olaf Scholz aceita a vitória nas eleições alemãs - mas há muita negociação pela frente. Foto: EPA / Focke Strangman

O líder do SPD, Olaf Scholz, diz que tem um mandato claro para formar um governo, enquanto seu rival conservador Armin Laschet continua determinado lutar contra a formação do governo.


Os dois partidos governam juntos há anos, mas Scholz diz que é hora de uma nova coalizão com os verdes e os liberais.


Os resultados preliminares deram ao seu partido uma vitória por um triz nas eleições sobre os conservadores, que sofreram o pior desempenho de sua história.


Apesar disso, Laschet disse que seu partido lhe deu apoio para entrar em negociações com os parceiros da coalizão, levando a Alemanha a uma luta pelo poder potencialmente prolongada.


Os verdes e o FDP (Partido Democrático Liberal) atraíram o maior apoio, em uma eleição dominada pelos temas de mudança climática e por diferentes propostas sobre como enfrentá-la. Os verdes fizeram história com quase 15% dos votos, embora estivessem bem aquém de suas ambições.

Tradução: Como está dividido o novo parlamento alemão. Total de cadeiras: 735.

Foi a disputa mais acirrada em anos, encerrando a dominação pós-guerra dos dois grandes partidos - o SPD de Scholz e a conservadora União Democrata Cristã (CDU) de seu rival.


Merkel permanece no lugar por enquanto


As pesquisas previam um empate, mas essa eleição era imprevisível desde o início, e o resultado ainda não é o fim da história. Por um lado, a chanceler atual não vai a lugar nenhum até que a coalizão seja formada - e isso pode ter que esperar até o Natal.


Os principais partidos querem um novo governo quando a Alemanha assumir a liderança do grupo de nações do G7, em janeiro.


A tarefa do próximo chanceler é liderar a economia mais importante da Europa nos próximos quatro anos, com as mudanças climáticas no topo da agenda governamental.


Os partidários do SPD de Scholz o saudaram em êxtase, mas foi só mais tarde, quando seu partido assumiu a liderança, que ele disse a uma audiência na televisão que os eleitores haviam lhe dado o trabalho de formar um "governo bom e pragmático para a Alemanha".


Falando na segunda-feira, ele disse que três partidos estavam em alta - seu partido, os verdes e os liberais - e que era hora dos conservadores recuarem. "Acho que o povo da Alemanha quer a oposição da União Democrata Cristã. Este é o resultado deles agora, o que eles decidiram durante a eleição", disse ele em inglês.


Seu rival conservador se intrometeu, argumentando que se tratava de formar uma coalizão, não de obter "uma maioria aritmética". Em outras palavras, o vencedor não leva tudo.


Na segunda-feira, Laschet disse que "nenhum partido emergiu desta eleição com um mandato claro para formar um governo". Ele disse que conduziria "conversações exploratórias" com o liberal Partido Democrático Livre (FDP) e os Verdes - os parceiros de coalizão favoritos da aliança CDU / CSU.


O secretário-geral da CDU, Paul Ziemiak, não encobriu a derrota na manhã de segunda-feira, mas disse que não era esse o ponto: "No final, a questão será: você pode criar um projeto genuíno para o futuro?"