Para tratar câncer, Bruno Covas se afasta de licença

Atualizado: 1 de set.

Covas foi internado novamente neste domingo (2) para dar continuidade ao tratamento do câncer em seu sistema digestivo. Ricardo Nunes (MDB) assumirá a liderança do executivo da cidade de São Paulo.

Foto de Bruno Covas, prefeito de São Paulo, segurando um microfone.
Bruno Covas - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Bruno Covas (PSDB), decidiu se licenciar do cargo de prefeito de São Paulo. Ele está se tratando de um câncer no sistema digestivo com metástase óssea. Covas havia deixado o hospital na semana passada, para ser medicado em casa. Sua condição é considerada delicada pelos médicos que o atendem. Ele tem recebido alimentação venosa.


"Nesses últimos meses, a vida tem me apresentado enormes desafios. Tenho procurado enfrentá-los com fé, cabeça erguida e com muita determinação. (...) Nesse momento, com muita força e foco que preciso colocar na minha saúde, fica incompatível o exercício responsável de minhas funções como Prefeito de São Paulo, por isso, vou solicitar à Câmara de Vereadores uma licença do cargo pelo período de 30 dias, para me dedicar integralmente à minha recuperação", disse Covas.


O prefeito foi tratado com quimioterapia e imunoterapia, mas a doença avançou no começo deste ano. Reeleito no segundo turno em novembro passado, Covas vinha despachando do hospital e de casa, mas agora seu estado inspira mais cuidados.


Apesar da nova internação, os médicos dizem que o quadro de saúde de Bruno Covas é estável e que não há uma previsão do período em que o prefeito ficará internado nessa nova hospitalização.

Na carta publicada nas redes sociais, Bruno Covas disse que confia no vice (Ricardo Nunes) para dar continuidade ao plano de governo dele, "priorizando o combate à pandemia e seus efeitos".

O câncer do prefeito originou-se na cárdia, uma válvula no trato digestivo, e depois afetou também o fígado. Ele iniciou tratamento ainda em 2019 e evita, desde então, afastar-se de suas funções na prefeitura, limitando suas licenças médicas.


Entre outubro de 2019 e fevereiro último, o prefeito fez oito sessões de quimioterapia. As lesões cancerígenas regrediram, mas não desapareceram por completo.